A Companhia de Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz foi fundada em 1991 pela soprano Elsa Saque e pelos maestros Armando Vidal e Manuel Ivo Cruz (que presidia ao empreendimento), com o propósito de por um lado, colmatar a inexistência de agrupamentos deste género em Portugal, e por outro de apoiar o desenvolvimento da carreira dos cantores líricos portugueses, dada a ausência de suficientes apoios oficiais.¹ Durante os cerca de 10 anos em que esteve em actividade realizou mais de 180 espectáculos encenados e galas de ópera em cidades um pouco por todo o país. Entre os intérpretes salientaram-se, para além dos fundadores, Carlos Guilherme, Fernando Serafim e António Wagner Diniz. Quanto ao repertório, destacaram-se obras como La serva padrona, de Pergolesi, Bastien und Bastienne, de Mozart, The Cooper, de Thomas Arne, assim como La Bohème, de Puccini, e A viúva alegre, de Léhar.²