A soprano Arminda Correia (1903-1988), natural de Lagos, estabeleceu-se em Lisboa aos 11 anos, estudando canto no Conservatório Nacional com Augusto Machado e Artur Trindade, bem como, regime particular, com António Garcia. Em paralelo, realizou o curso superior de piano na classe de Adriano Mereia¹. No final da década de 1920 colaborou como cantora lírica na estreia absoluta de várias óperas de Rui Coelho: Inês de Castro (1927), A freira de Beja (1927), O cavaleiro das mãos irresistíveis (1927), Belkiss (1928) e Crisfal (1929). Colaborou também noutros eventos importantes da vida musical lisboeta da viragem para os anos trinta: a estreia da Missa solemnis, de Beethoven, em 1929; a representação portuguesa na Exposição Ibero-Americana de Sevilha em 1929; a estreia da Paixão segundo São Mateus, em 1931; entre outros. Já na década de 1940, participaria em recitais organizados pela Emissora Nacional, que a distinguiu em 1943 com o Prémio Luísa Todi no primeiro Concurso de Artistas da Rádio, cujo júri incluía Pedro de Freitas Branco² . Viria mais tarde a leccionar no Instituto de Música de Coimbra, na Academia de Amadores de Música e no Conservatório Nacional. Abandonou o ensino em 1973, por ter atingido o limite de idade, vindo a falecer em Lisboa em 1989³.