A soprano Elisabete Matos (1964), natural de Caldas das Taipas, é uma cantora portuguesa reconhecida a nível internacional. Natural de Caldas das Taipas, estudou violino e canto no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, mudando-se depois para Madrid, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, para aprofundar a sua formação com Ángeles Chamorro, Marimí del Pozo, Féliz Lavilla e Miguel Zanetti (1986-1991)¹.
A sua estreia num papel principal ocorreu em 1997, com Donna Elvira (Don Giovanni), na Ópera de Hamburgo, e a partir de então integrou os elencos de produções operáticas em algumas das mais importantes salas de ópera a nível internacional. Destacam-se a participação na estreia absoluta de Divinas palabras, de Antonio Garcia Abril, com Plácido Domingo, no Teatro Real de Madrid (1997), a sua estreia em Washington como Dolly na ópera Sly, de Wolf-Ferrari, com José Carreras (1999), a sua aparição em Sevilha no papel de Chimène da ópera Le Cid, de Massenet, com Plácido Domingo (1999), para além de inúmeras apresentações em espaços como o Gran Teatro del Liceo de Barcelona, o Palau de la Música de Valência, o Teatro Regio de Turim, a Ópera de Roma, o Teatro La Fenice de Veneza, o Teatro alla Scala de Milão, a Ópera de Nice, a Staatsoper de Viena, a Metropolitan Opera de Nova Iorque, entre outras².
Em paralelo à sua actividade operática, Elisabete Matos apresentou-se igualmente com frequência em recitais de Lied e como solista em obras do repertório coral-sinfónico. O seu nome surge em gravações (em CD e DVD) do Coro e da Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian, da RTVE, da Ópera de Washington e da Orquestra Sinfónica de Chicago, entre as instituições. Pela abrangência do repertório, que inclui obras de compositores como Manuel de Falla, Albéniz, Mozart, Leoncavallo, Verdi, Massenet, Wagner, Poulenc, Antonio Garcia Abril e Wolf-Ferrari, a crítica especializada considera-a um dos sopranos líricos mais versáteis do seu tempo³.
Ao longo da sua carreira foi distinguida com vários prémios, a nível nacional e internacional, destacando-se o VII Concurso da Cidade de Logroño (1989), o Concurso Luísa Todi (1991), o Prémio Arts et Culture (Concurso Internacional de Canto de Paris (1991), o V Concurso Internacional de Canto Jacinto e Inocêncio Guerreiro (1992), o Prémio Lola Rodriguez Aragón (1992), o terceiro prémio no Concurso Internacional de Canto Julián Gayarre (1992) e o primeiro prémio na selecção nacional espanhola do Concurso Plácido Domingo. Em 2000, a gravação do papel principal de La Dolores, de Bretón, para a Decca, ao lado de Plácido Domingo, valeu-se a atribuição de um Grammy. Entre outras distinções, no ano de 1999 foi condecorada com a Ordem do Infante D. Henrique⁴.