A soprano Zuleica Saque (1941), natural de Lisboa, estudou canto com Arminda Correia e Judith Lupi Freire na Academia de Amadores de Música. Em 1959 integrou o coro do Teatro Nacional de São Carlos e em 1963 estreou-se neste teatro num papel secundário na ópera Arabela, ao que se seguiria também a estreia em vários papéis principais (Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, I Puritani, Carmen, Madama Butterfly, Falstaff e Turandot, entre outras). Em 1965 integrou também a Companhia Portuguesa de Ópera sediada no Teatro da Trindade1.
Em 1966 partiu para Palermo, como bolseira do Instituto de Alta Cultura, para aprofundar a sua formação vocal e cénica no Centro di Avviamento al Teatro Lirico, estudando com Gina Cigna, Gino Bechi, Carlo Tagliabue, Mirabelli e Carriglio. Acabaria por se fixar em Itália após o casamento com o cantor lírico Lucciano Prati, em Janeiro de 1968, continuando a apresentar-se por toda a Europa em vários dos principais papéis da ópera italiana e francesa. Ao longo da sua carreira, foi distinguida com os prémios da Casa da Imprensa (1966 e 1970), com o Prémio Tomás Alcaide (1970), com o Prémio Pentagrama d’Oro no Festival Internacional de Fusignamo (1974) e com o galardão Verdi d’Oro pelo seu desempenho no Festival Internacional Saga Del Melodrama de Salsomaggiore (1978). No final da sua carreira, apresentou-se por toda a Itália em recitais de música de câmara e ópera em versão de concerto2.