Inês morre

2012

Descrição

Compositor:

Libretista: Miguel Jesus
Data: 2012
Língua: Português
Duração: 15 minutos
Pequeno formato

Personagens

Inês: soprano
Teresa: mezzo-soprano
Pedro: barítono

Sinopse

O libreto organiza-se em cinco pequenos momentos. Tudo tem início com um poema introdutório que aparece pela voz da personagem Teresa. Segue-se o monólogo de Pedro onde este dialoga com as suas hesitações e horrores. Enquanto Pedro brinca com uma faca encostada ao peito, Teresa abre a arca que contém Inês morta. Retira-a e limpa-a. Num terceiro momento, Pedro inquieta-se, retira a coroa a Teresa e coloca-a em Inês, acordando-a de um sonho confuso, onde a história o mito e a poesia se confundem. O crescendo tem o seu ponto mais alto enquanto Pedro se inebria de Inês, não distinguindo as fronteiras que separam o dia e a noite, a morte e a vida. No entanto, durante esta dança sórdida e apaixonada, Teresa vai intervindo, forçando o amante a sair do torpor em que se encontra. Teresa acaba por retirar a coroa a Inês, que vai desfalecendo. Pedro também desfalece nos braços de Teresa. No momento final, Teresa continua com a sua voz firme entoando um poema conclusivo que nos traz de volta à realidade que opõe vivos e mortos.

Instrumentação

Fl | Ob | Cl | Fag | Hn | Tpt | Tbn | Perc | 4 Vln I | 3 Vln II | 2 Vla | 2 Vc | Cb

Sobre a Obra

Fruto do contacto com o dramaturgo Miguel Jesus, surgiu a possibilidade de se adaptar o texto Inês morre para libreto da ópera. A partir do texto original, o autor adaptou alguns excertos, criando uma narrativa poética do mito de Pedro e Inês. Não se pretendendo recriar os factos históricos, Inês está morta em todo o desenrolar da ação, numa leitura onírica e metafórica que pretende abrir espaço para uma reflexão intemporal.

Estreia

Data: 2012
Local: Teatro Nacional de São Carlos, Lisboa
Encenação: Luís Miguel Cintra
Direcção musical: João Paulo Santos
Elenco: Sara Braga Simões, Maria Luísa de Freitas, João Merino e Orquestra Sinfónica Portuguesa

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