Libretista: A. Guiou e Jean Jacques Magne
Libreto baseado no drama de George Sand e Paul Meurice
Ópera em 4 actos e 6 quatros
Data: 1883
Língua: Francês (estreia); Italiano (Lisboa, traduzido por G. Ferréal)
Grande formato
Marquis de Bois-Doré: barítono
Jovelin: tenor
Comte D’Alvimar: baixo
Guillaume D’Ars: tenor
Adamas: baixo
Clindor: tenor
Deux Officiers: baixo
Lauriane: soprano
Mario: mezzo-soprano
Jardineiros: coro
Criados: coro
Fidalgos: coro
Damas: coro
«Quando a intriga teatral se transformou em ópera, a história do Marquês de Bois Doré e da sua família decresceu de importância em benefício da emergência de uma sedutora figura central, Lauriane, e do seu relacionamento amoroso com o novo herói, Jovelin. A ópera convida-nos a conhecer a marquesa Lauriane, cujo esplendor congrega as atenções de todos os personagens que a rodeiam. A bela fidalga deverá escolher um marido por entre os convidados da festa que Bois-Doré organiza em sua homenagem. A sua atenção dirige-se, no entanto, para um jovem músico, proscrito, que atravessa inadvertidamente os jardins do palácio acompanhado de uma criança – Mario. A reciprocidade da paixão afirma-se. Enfim, no contexto de uma disputa com o seu adversário D’Alvimar, o músico desvenda a sua verdadeira identidade: Giovellino, Conde de Florença. Entretanto, Mario, que viajara consigo ao longo dos anos revela-se como o sobrinho e herdeiro, há muito desaparecido, do estimado Bois-Dor黹
2 Fl (Picc) | Ob | Cl | Fg | 2 Hn | Tpt | Tbn | Tb | 2 Perc | Vln | Vla | Vc | Cb
Editora: Louis Gregh/IMSLP
Partitura: Biblioteca Nacional de Portugal
A ópera Lauriane de Augusto Machado estreou-se a 9 de Janeiro de 1883, no Grand Théâtre de Marselha, com grande aclamação do público e da crítica. O libreto, escrito em língua francesa por A. Guiou e Jean-Jacques Mague, baseia-se no romance Les Beaux Messieurs de Bois Doré, de George Sand e Paul Meurice. Em 1884, a ópera foi apresentada em italiano no Teatro de São Carlos e o seu êxito permitiu-lhe permanecer em cena durante doze récitas. Mais tarde, foi apresentada no Teatro Lírico do Rio de Janeiro².
Quando a obra estreou no São Carlos, a família real estava de luto pela morte da Princesa da Saxónia – o rei D. Luís queria assistir à estreia, mas não lhe era permitido aparecer em eventos públicos. Assim, para satisfazer o desejo do monarca, instalou-se uma linha telefónica entre o teatro e o Paço Real, através da qual D. Luís conseguiu ouvir o espetáculo e felicitar o compositor. Este episódio retrata aquela que será, provavelmente, a primeira transmissão «radiofónica» de uma ópera na história da música³.
Data: 1883
Local: Grand-Théâtre de Marseille
Elenco (Marselha): Monier, Degenne, Hermann Devriès, Florentin, Henri, Baron, Gauzes, Mlle. Julia Potel, Peretti
Elenco (Lisboa, 1884): Devoyod, Ortisi, Rapp, Piazza, Souvestre, Bertocchi, Lorenzana, Herminia Borghi-Mamo, Mantelli e Orquestra do Teatro de São Carlos