Paraíso

2023

Descrição

Compositor:

Libretista: Clément Bondu
Opera-ballet
Data: 2023
Língua: Francês
Duração: 90 minutos
Pequeno formato

Personagens

Kalis: soprano
5 bailarinos

Sinopse

Paraíso poderá ser apenas um sonho.

Kalis fala-nos da sua viagem com as Ménades, da sua fuga do continente, dos fogos, da guerra e do caos.

Naquele espaço, naquele tempo pós-Caronte, elas tomaram o controlo. Kalis, por oposição à figura do barqueiro, toma o controlo.

Pelo mar, à deriva, Kalis e as Ménades acabaram por chegar a uma ilha onde criaram uma nova sociedade de partilha e convívio. Recordando os tempos antigos e as imagens que a assombram, Kalis evoca os fantasmas do passado, incluindo as figuras de Caronte, Eurídice e Orfeu, antes de acolher o Coro dos Vivos, um grupo de recém-chegados àquele espaço. Uma dança, como um rito de passagem, tem lugar entre as Ménades para acolher os vivos, numa celebração da beleza, dos sonhos e dos mundos possíveis. Mas este, como qualquer outro paraíso, como qualquer outro sonho, talvez esteja construído por cima de um qualquer inferno. 

Mas caminhamos. E caminhamos. E escavamos. E continuamos a caminhar. É infinito.

Instrumentação

Cl | Tpt | Vc | Egtr | Pf | Perc

Sobre a Obra

Paraíso (2023), opera-ballet do compositor Nuno da Rocha, com libreto de Clément Bondu e encenação de Marcos Morau, foi encomendada para o 30º aniversário do Centro Cultural de Belém, onde estreou.
A peça apresenta-se como um poslúdio da obra orquestral Inferno (2020), do mesmo compositor, estreada na Fundação Calouste Gulbekian. Enquanto Inferno dava voz à inércia de Caronte, o barqueiro do Mito de Orfeu, Paraíso centra-se em Kalis, uma das ninfas (Ménades) do mito de Orfeu, e explora a ficção de um mundo após o fim de Caronte. 

Era preciso matar Caronte
o barqueiro, o guarda do submundo
era a única maneira para nós
de partirmos
de abrirmos a fronteira
de não mais aceitarmos a lei que deixava passar uns
e recusava outros.

Estreia

Data: 2023
Local: Centro Cultural de Belém, Lisboa
Encomenda: Fundação Centro Cultural de Belém
Encenação: Marcos Morau
Direcção musical: Pedro Neves
Elenco: Eduarda Melo, Lorena Nogal, Shay Partush, Ester Gonçalves, Emanuel Santos, Margarida Belo Costa, Nuno da Rocha, André Hencleeday, Paulo Bernardino, João Silva, Raquel Reis e Marco Fernandes

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