Situado na Praça do Império, em Lisboa, o Centro Cultural de Belém, foi projectado em 1988, sob o traço dos arquitectos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, com o propósito de, por um lado, albergar a presidência portuguesa da União Europeia prevista para o primeiro semestre de 1992, e por outro, no sentido de prover a capital de um novo equipamento cultural que potenciasse a criação e a difusão artística¹. Contando com três módulos (o Centro de Reuniões, o Centro de Exposições e o Centro de Espectáculos), o espaço adoptaria em 1991 o regime fundacional (primeiro como Fundação das Descobertas, e depois, a partir de 1999, como Fundação CCB)².
A abertura ao público teria lugar a 21 de Março de 1993, e desde então a programação musical, que tem como epicentro as três salas do Centro de Espectáculos, tem-se centrado tanto na apresentação de produções próprias e co-produções (destacando-se, nomeadamente, a colaboração frequente com as temporadas líricas e sinfónicas do Teatro Nacional de São Carlos), como de iniciaetivas propostas por promotores privados, abrangendo assim tipologias muito variadas (concertos, ópera, dança, cinema, teatro, performance, jazz, fado e música popular)³. A isto acrescem as actividades desenvolvidas pelo Centro de Congressos e Reuniões, bem como pelo Centro de Exposições, que actualmente alberga no seu Museu de Arte Contemporânea e Centro de Arquitectura, o mais relevante conjunto (no contexto nacional) de obras criadas nos séculos XX e XI4. Frequentado por um público bastante heterogéneo, o Centro Cultural de Belém afirmou-se desde cedo como uma das instituições centrais da vida cultural lisboeta e nacional.