Francisco Alves Rente

1851
-
1891
Compositor

Biografia

Francisco Alves Rente nasceu a 7 de Setembro de 1851 no Porto e foi um prolífero compositor de opereta com particular destaque no meio musical da sua cidade natal. Recebeu as suas primeiras lições musicais do seu mestre José Cândido e com apenas 14 anos conquistou o lugar de primeiro violino no Teatro de São João¹

Mais tarde, foi director do Teatro da Trindade e aí apresentou a sua primeira peça dramática – a ópera burlesca Schah em Pancas – a 21 de Junho de 1874. O sucesso desta obra voltou a repetir-se no ano seguinte, com a estreia da opereta O Diabrete, mas a destruição do edifício da Trindade levou-o a fixar-se no Teatro das Variedades, onde apresentou o seu maior êxito, a ópera cómica Verde Gaio, a 15 de Outubro de 1876²

Depois de, em 1878, assumir a direção de uma companhia de ópera cómica em Lisboa, tornou-se empresário do Teatro do Príncipe Real, no Porto e fez várias apresentações de récitas entre essa cidade e a capital, entre as quais se destacou A lenda do amor molhado, ópera cómica apresentada no Teatro da Avenida em 1888: 

O exito d’esta operetta, esplendidamente cantada e representada pela companhia portuense, que trabalha na Avenida, tem augmentado de noite para noite. A musica de Alves Rente, é simplesmente encantadora! Bastariam as duas ou tres lindissimas valsas que Alves Rente escreveu para o “Amor Molhado” para fazerem a reputação de um compositor. Entre todas as suas partituras, pareceu-nos esta a melhor, a mais original, a que affirma por uma forma indiscutivel a espontaneidade,  – a phantasia, – o gosto do fecundo meastrino³.

Francisco Alves Rente faleceu três anos após este sucesso, a 10 de Março de 1891, com apenas 39 anos.

Óperas

A Bilha quebrada

(A lenda do) Amor molhado

Se eu fora rei

Cesar de Bazan

O Moleiro d’Alcalá

Os Dragões de El-Rei

O Chapéu de três bicos

O Noivo

Visconde de Létoriéres

Mosqueteiros da Rainha

O rei de oiros

A Filha do Inferno (1885)

A Filha do Tambor-mor (1882)

Era… e não era (1880)

A Roca de vidro (1879)

O Guizo (1879)

O Processo da Luz electrica (1879)

Verde Gaio (1876)

O Diabrete (1875)

Schah em Pancas (1874)

Referências

  1. Ernesto Vieira, Diccionario Biographico de Musicos Portuguezes: Historia e Bibliographia da Música em Portugal. II Volume (Lisboa: Lambertini, 1900), 249.
  2. Vieira, Diccionario Biographico de Musicos Portuguezes, 249.
  3. “Primeiras representações: Theatro da Avenida: A lenda do amor molhado,” Diário Ilustrado, no. 5:436, 29 de maio 1888.
  4. Vieira, Diccionario Biographico de Musicos Portuguezes:, 250.