O barítono Jorge Chaminé (1956), natural do Porto, estudou piano, violoncelo e canto no Conservatório de Música do Porto, entre 1973 e 1977, respectivamente com Maria Teresa Xavier, Madalena Sá e Costa e Isabel Malaguerra. Em 1978 prosseguiu os seus estudos de canto em Paris, concluindo no ano seguinte o curso da École Normale de Musique. Depois, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, aperfeiçoou a sua formação em Munique com Hans Hotter (1980-1982), em Madrid com Lola Rodriguez Aragón (1982-1984), na Juilliard School de Nova Iorque com Daniel Ferro (1985-1987) e ainda com Tereza Berganza1. Desde então apresentou-se em importantes salas a nível internacional (Théâtre des Champs-Élysées, Carnegie Hall, Concertgebouw de Amesterdão, entre outras), acompanhado das mais importantes orquestras mundiais (as sinfónicas de Boston, Londres, Berlim, entre outras) e ao lado de maestros prestigiados2. O seu repertório ecléctico abrange, por um lado, a ópera (essencialmente papéis mozartianos, russos e obras do século XX), as grandes obras corais-sinfónicas dos séculos XVIII/XIX e sobretudo o Lied. Manifestou também um interesse particular pela música contemporânea, tendo sido o dedicatário e primeiro intérprete de inúmeras obras, tendo-se distinguido ainda no domínio do tango, do bolero e da música brasileira, entre outras. Para além do mais, lecciona na Universidade de Stanford desde 2012 e tem promovido diversas iniciativas de apoio aos jovens músicos. Entre as várias distinções que coleccionou ao longo da carreira, destaca-se a Medalha dos Direitos Humanos, concedida pela UNESCO em 19933.