Libretista: António Torrado
Ópera infantil
Data: 1995
Língua: Português
Pequeno formato
Guiomar/Dom João: barítono
Coro
Adaptação de conto tradicional, conta a história de Guiomar, filha de Dom Duardos que se oferece para responder à chamada do rei para a guerra em substituição do pai, disfarçando-se de rapaz.
Fl | Cl | Pf | Perc¹
Ópera para crianças com libreto a partir de texto de António Torrado, para vozes solistas, coro e pequeno conjunto instrumental constituído por flauta, clarinete, piano e percussão. A inspiração para a composição de uma ópera infantil surgiu ao presenciar a atenção e entusiasmo com que o público composto por crianças assistiu à representação de Let us make an oper, de Benjamin Britten, no Teatro São Luiz. Paralelamente, o interesse da compositora pela educação musical e pelo método Orff-Schulwerk de ensino de música também influenciaram a idealização desta obra. Maria de Lourdes Martins dedicou-se, aliás, à composição de música para crianças e jovens e de várias obras didácticas. Segundo a compositora, a ópera A donzela guerreira deveria incluir a participação improvisada dos ouvintes, o que, no entanto, não se concretizou na estreia para evitar hesitações que pudessem comprometer o espectáculo.²
A composição da ópera resultou de uma encomenda da Fundação Calouste Gulbenkian, porém a sua interpretação não foi garantida. A estreia viria a ocorrer apenas em 2001, na Casa das Artes (Vila Nova de Famalicão), numa produção da Artave-Escola Profissional Artística do Vale do Ave, com colaboração do Instituto de Estudos da Criança, da Universidade do Minho. Para além do coro, solista e orquestra, a récita incluiu a participação de crianças de várias escolas da região. Contou com o trabalho de encenação de Norma Graça Silvestre. Poucos dias antes da estreia a 7 de Junho, e inserida no programa do II Encontro de História do Ensino da Música em Portugal, na Universidade do Minho, realizou-se uma mesa redonda dedicada à criação musical contemporânea para a infância e que contou com a participação de Maria de Lourdes Martins, Joel Canhão, Cândido Lima e Fernando Valente. Posteriormente, a ópera foi apresentada em várias escolas.³
Data: 2001
Local: Casa das Artes, Vila Nova de Famalicão
Encomenda: Fundação Calouste Gulbenkian
Encenação: Norma Graça Silvestre
Direcção musical: Paulo Silva
Elenco: José Corvelo, Coro do Centro de Cultura Musical e Orquestra Artave-Escola Profissional Artística do Vale do Ave