Libretista: Domingos Caldas Barbosa
Farsa
Data: 1793
Língua: Português
Pequeno formato
Albina Saloia: soprano
Rosália: mezzo-soprano
Alonso: barítono
Valério: barítono
A Saloia Namorada decorre na ribeira de Lisboa e apresenta uma ação simples e breve, protagonizada por quatro personagens representativas do povo comum da cidade. A intriga centra-se nos ciúmes e nas inconstâncias femininas, observados pelas personagens masculinas como questões menores, passíveis de resolução através do casamento, tema explicitado no subtítulo do libreto. Sem recorrer a disfarces, conflitos de classe ou enredos complexos, a obra retrata relações de género na sociedade portuguesa da época, evidenciando a forma como as vontades e preocupações das personagens femininas são desvalorizadas pelos seus parceiros¹.
Fl | Ob | Cl | Fg | Tpt | Hn | Vln | Vla | Vc | Cb²
Escrita em 1793, com texto do poeta e libretista brasileiro Domingos Caldas Barbosa, A saloia namorada é, em conjunto com A vingança da cigana, uma das obras mais relevantes do período em que o compositor António Leal Moreira serviu como primeiro director musical do recém-inaugurado Teatro de São Carlos. A obra foi escrita para uma noite em benefício aos castrati, cantores da companhia de teatro, Domenico Caporalini e Michele Cavanna. Como esclarece Ricardo Bernardes,
A Saloia segue o padrão dos entremezes de teatro de cordel, tendo seu libreto impresso estruturado em dezesseis páginas, com organização mais ou menos livre dos números musicais. A presença da modinha, assim como do embate quase físico, ou «pancadas» entre as personagens são também outros elementos essenciais para definição desta obra dentro das normas gerais desse gênero de teatro musical³.
Data: 1793
Local: Teatro de São Carlos, Lisboa
Elenco: Domenico Caporalini, Francesco Marchesi, Michel Cavanna, Paolo Boscoli e Orquestra do Teatro de São Carlos