Libretista: Domingos Caldas Barbosa
Drama joco-sério
Data: 1794
Língua: Português
Pequeno formato
Pepe: soprano
Monsieur Pierre: tenor
Tarelo: tenor
Chibante: barítono
Camila: soprano
Grilo: barítono
Lambisca: soprano
Cazumba: barítono
Hum oficial de patrulha: barítono
Neste drama joco-sério, o coração da cigana Pepe divide-se entre os pretendentes Tarelo, o marujo, e o sargento Chibante. A ação inclui ainda Mr. Pierre, um napolitano viajado que mistura vários idiomas, Camila, uma jovem viúva que procura um pretendente com quem voltar a casar, a sua criada Lambisca, amante de Grilo, barbeiro astuto, e Cazumba, personagem negro que se exprime num português crioulo e atua como ajudante de Tarelo.
Fl | Ob | Fg | 2 Tpt | Hn | Vln | Vla | Vc | Cb¹
A vingança da cigana é uma das duas farsas em língua portuguesa compostas por António Leal Moreira em colaboração com Domingos Caldas Barbosa, libretista nascido no Brasil. Estas duas obras constituem os únicos exemplos de produções operáticas em português apresentados no Teatro de São Carlos durante o período em que Leal Moreira exerceu funções como director daquela instituição². A farsa assume particular relevância enquanto testemunho da tradição sonora dos entremezes e farsas partilhada entre Portugal e o Brasil, afirmando-se simultaneamente como um gesto de autonomia face à dominante influência italiana. Essa autonomia manifesta-se na incorporação de elementos populares associados à cultura afro-diaspórica em cena, nomeadamente lundus, batuques, modinhas e fados³.
A obra foi «representada em 1964 e 1972 no Teatro da Trindade em Lisboa, em 1977 e 1980 no Teatro de São Carlos em Lisboa, em 1981 no Círculo Portuense de Ópera no Porto, 1983 no Teatro Nacional de Brasília – Brasil, em 1988 novamente no Teatro de São Carlos em Lisboa e ainda em 2004 no Sintra Estúdio de Ópera em Sintra»⁴.
Data: 1794
Local: Teatro de São Carlos, Lisboa
Elenco: Cesar Biscosi, Domenico Caporalini, Luiz Bruschi, Francisco Marquesi, António Brizzi, Jeronymo Crochiati, Michele Cavanna, Vicente Fedelis, Paulo Boscoli e Orquestra do Teatro de São Carlos