Libretista: Pietro Metastasio
Data: 1755¹
Dramma per musica em 3 actos
Língua: Italiano
Grande formato
Alessandro: tenor
Poro: soprano
Cleofide: soprano
Erissena: soprano
Gandarte: soprano
Timagene: soprano
La Gloria: soprano
Coro
Após a derrota do exército de Poro nas margens do rio Idaspe, o rei enfrenta Alessandro no campo de batalha, acompanhado por Gandarte, confessando o seu amor por Cleofide e temendo pelo seu destino. Alessandro, por sua vez, demonstra clemência ao libertar a prisioneira Erissena, irmã de Poro, que se apaixona por ele. Em contraste, Timagene, seu confidente, revela um profundo ódio e o desejo de vingança contra o conquistador. No seu reino, Cleofide vive angustiada com o destino de Poro, que regressa anunciando a vitória de Alessandro e manifestando dúvidas quanto à fidelidade da amada. Erissena identifica então Timagene como inimiga de Alessandro e possível aliada.
Com a aproximação do exército grego, desencadeia-se uma nova batalha junto à ponte do Idaspe. Poro é novamente vencido e feito prisioneiro, mas Timagene liberta-o para provar que está contra Alessandro. Este avança sobre o reino de Cleofide, toma-a como prisioneira e propõe-lhe casamento. Contudo, Gandarte surge disfarçado de Poro e dispõe-se a trocar de lugar com a suposta amada, convencendo Alessandro a libertar ambos, comovido pela coragem e pelo sacrifício demonstrados.
Convencida por Erissena de que Poro se suicidara, Cleofide aceita casar com Alessandro no Templo de Baco. Porém, no momento do matrimónio, é incapaz de ocultar a sua dor e confessa o seu amor por Poro, que reaparece afinal vivo. Sensibilizado pela coragem e lealdade demonstradas, Alessandro restitui o reino e a esposa a Poro, sendo, por fim, aclamado herói.
Ob | Hn | Tpt | Vln | Vla | Vc | Cb | Cemb
Partitura: Biblioteca Nacional de Portugal
Alessandro nell’ Indie de David Perez foi a obra escolhida para inaugurar o novo teatro régio, mandado construir por D. José I e integrado no Paço Real da Ribeira – a Real Caza da Ópera (Ópera do Tejo), que, sete meses depois, sucumbiria perante a violência do Grande Terramoto. A segunda versão da obra de Perez – a primeira foi levada a palco em Génova em 1744 – estreou a 31 de Março de 1755, por ocasião do aniversário da rainha D. Mariana Vitória, esposa de D. José, e teve um total de 14 récitas³. O responsável pela construção do teatro, Giovanni Carlo Sicinio Galli Bibiena (1752-1760), foi também o autor dos cenários da ópera. A produção contou igualmente com a colaboração de Petronio Mazzoni, responsável pela criação da maquinaria teatral que daria origem a efeitos deveras espetaculares, como a simulação da navegação e desembarque de vários barcos em palco⁴. Cyrillo Machado escreveu nas suas Memórias que o espetáculo incluiu «um corpo de quatrocentos homens de cavalaria figurando uma falange macedónica»⁵.
Data: 1755
Local: Ópera do Tejo, Lisboa
Elenco: Antonio Raaff, Caffarello (Gaetano Majorano), Domenico Luciani, Giuseppe Gallieni, Giovanni Simone Ciucci, Giuseppe Morelli e Carlo Reina