D. Ignez de Castro

1839

Descrição

Libretista: Antonio Prefumo
Dramma heróico
Data: 1839
Língua: Italiano
Grande formato

Personagens

D. Affonso: baixo
D. Pedro: barítono
D. Ignez de Castro: soprano
D. Sancho: tenor
Coelho:
Pacheco:
Embaixador de Castella: tenor
Elvira: soprano
Dous Meninos:
Coro

Sinopse

A ópera passa-se em Coimbra e narra a trágica história de Inês de Castro, o verdadeiro amor de D. Pedro, filho do rei D. Afonso IV de Portugal. Este planeia um casamento socialmente vantajoso para D. Pedro, mas o último permanece apaixonado por Inês, apesar de o relacionamento ser mal visto pela corte. Inês e Pedro enfrentam a oposição de Afonso IV, que teme as consequências diplomáticas e sociais desta união. A corte discute o futuro de Inês – alguns defendem sua proteção, outros insistem em sua eliminação – e o coração dividido de D. Afonso oscila entre razão e piedade, à medida que a paixão de Pedro por Inês cresce, contrariando os desejos do pai e do Estado. A tragédia culmina quando o rei, indeciso e influenciado pela pressão dos conselheiros, opta por decretar a morte de Inês. Assim, o destino cruel sacrifica o amor – morre Inês e também Afonso IV, derrotado pelo mal que causou, condenando Pedro a uma vida de sofrimento e de crueldade.

Instrumentação

Orquestra
Partitura (Piano): Biblioteca Nacional de Portugal

Sobre a Obra

A história de Inês de Castro foi por diversas vezes recontada no universo operático – em Florença, em 1793, por Gaetano Andreozzi, em Nápoles, no ano seguinte, por Giuseppe Francesco, na mesma cidade, em 1806, por Giuseppe Farinelli, entre várias outras ocasiões.1 Contudo, na década de 30 do século XIX, o tema voltou a despertar atenção, devido ao surgimento da ópera D. Inez de Castro de Giuseppe Persiani sobre libreto de Salvatore Cammarano, apresentada em Nápoles em 1835. Em Portugal, nessa altura – ou, aliás, um pouco antes desta estreia na cidade italiana – Manoel Innocencio Liberato dos Santos compôs a música para uma outra versão da história, escrita pelo genovês radicado em Portugal Antonio Prefumo. O texto deste poeta «filia-se na tradição portuguesa, quer através da morte da heroína apunhalada e não envenenada […], como da introdução dos nomes dos verdadeiros assassinos, Coelho e Pacheco»2.

Estreia

Data: 1839
Local: Teatro de São Carlos, Lisboa
Elenco: Lucio Marianni, Filippe Coletti, Claudia Ferlotti, Caio Eckerlin, Carlos Crosa, José Romonda, Domingos Conti, Josepha Emilia Secchioni e Orquestra do Teatro São Carlos

Partituras & Mais Informações

Referências

  1. «Inês de Castro,» Argumentos de Ópera, Antena 2, accessed January 20, 2026, https://antena2.rtp.pt/compositor/giuseppe-persiani/argumentos-de-operas/ines-de-castro/
  2. Luísa Cymbron, «Entre o modelo italiano e o drama romântico – os compositores portugueses de meados do século XIX e a ópera,» Revista Portuguesa de Musicologia no. 10 (2000): 124.