Libretista: G. Caravita
Data: 1804
Dramma giocoso em 2 actos
Língua: Italiano
Grande formato
Donna: soprano
Alberto: tenor
Lisetta: soprano
Cecchino: tenor
Dorina: soprano
Giorgio: barítono
Carlotta: soprano
D. Casalicchio: baixo
Pasquale: baixo
O Barão Alberto, senhor feudal, indo a uma caçada numa das suas quintas, tenta seduzir Liseta, filha de Pascual, o administrador, que há um ano tinha prometido a sua mão a Jorge. Para conseguir o seu intento, vale-se de um hipócrita mestre de escola, que distribui em seu nome entre as outras aldeãs bolsos de ouro. Liseta, sabendo que Dorina e Carlota receberam tanto dinheiro, dirige-se ela própria ao Barão para pedir algum socorro. Alberto presenteia-a com abundância, com a condição de que deverá ir viver com ele, e a inocente Liseta aceita o casamento sem prever o perigo.
De noite, o Barão introduz-se na casa de Pascual e foge com Liseta; mas encontram-se no caminho com Jorge, que, cheio de ciúmes, desabafava a sua dor numa floresta próxima. Assim que reconhece Liseta, Jorge pede socorro, e à sua voz acorrem os aldeões, tal como aos do Barão acorrem os caçadores, com cujo auxílio ele consegue conduzir Liseta ao seu palácio.
Jorge, para ver a sua amada, vai disfarçado à casa de Alberto; encontra Liseta vestida de gala e, enquanto se fazem recíprocas reprimendas, chega Pascual com Cequino; e de imediato são surpreendidos pelo Barão, que os ameaça severamente pelo atrevimento. Pascual recorre à justiça, enquanto o mestre hipócrita informa o Barão de que os credores se apoderaram dos seus bens. O Barão permanece algum tempo pensativo, e então retorna Pascual com ordem da justiça para fazer entregar a filha. Jorge e Liseta, depois de reconciliados, pedem-lhe perdão, e Alberto, confuso e cheio de remorso, reconhece finalmente que a sedução e o ouro não são meios para conquistar o amor¹.
2 Fl | 2 Ob | 2 Cl | Fg | 2 Hn | 2 Tpt | Vln | Vla | Vc | Cb | Cemb
Edição: Giuseppe Piccioli/Teatro Nacional de São Carlos
L’oro non compra amore (O ouro não compra amor) constitui a única ópera buffa que o compositor Marcos Portugal produziu enquanto maestro do Teatro de São Carlos. A ópera foi estreada nesse teatro, no carnaval de 1804, para o benefício da soprano Elisabetta Gafforini², e voltou a ser ouvida no século XX, em 1953, novamente no Teatro Nacional de São Carlos, sob a direção do maestro Pedro de Freitas Branco³.
Data: Carnaval de 1804
Local: Teatro de São Carlos, Lisboa
Elenco: Vincenzo Praun, Elisabetta Gafforini, Francesco Gafforini, Orsola Palmini, Giuseppe Naldi, Maria Giuliani, Filippo Senesi, NN e Orquestra do Teatro de São Carlos