Libretista: José Maria da Silva Leal
Farsa lírica
Data: 1844
Língua: Português
Pequeno formato
Filipe de Sousa
Caetano de Castro
Manuel do Moinho
José do Casal
Emília de Castro
Joaninha
Maria
Orquestra
Partitura: Biblioteca Nacional de Portugal
A farsa lírica O beijo, de Angelo Frondoni apresentada no Teatro da Rua dos Condes, em Novembro de 1844, é considerada a primeira ópera cómica portuguesa. Nos anos anteriores a esta estreia, nesse mesmo teatro, tinham-se ouvido as primeiras produções de óperas cómicas francesas traduzidas para português, por iniciativa do então director Émille Doux e do Conde de Farrobo (empresário do teatro). A direcção do estrangeiro Doux e o investimento no género cómico foram alvo de várias críticas, mas, em 1843, quando o diretor instalou a sua companhia no Teatro do Salitre, estavam abertas as portas para que a opereta pudesse ocupar um novo espaço na vida cultural de Portugal1.
De acordo com o poeta responsável pelo texto d’O beijo, José Maria da Silva Leal, a ideia de se criar uma peça de pequenas dimensões, com apenas 1 acto, no idioma português foi do próprio Frondoni2. A obra foi um sucesso e seria ouvida em diversas ocasiões ao longo das temporadas de 44/45 e 45/46 – dentro do teatro e pelas ruas – e alvo de vários elogios da crítica. A imprensa reconhecia na composição de Frondoni a capacidade de revelar «o gosto das nossas cantigas populares» e de desenvolver um género «ligeiro, engraçado, agradável», próprio do contexto português, e relativamente autónomo, quer do vaudeville francês, quer de influências italianas3.
Data: 1844
Local: Teatro da Rua dos Condes, Lisboa
Elenco: Van-Nez, Sargedas, Lisboa, Teodorico, Emília Costa, Radicci e Delfina