Ressonâncias climáticas: A sinfonia das esferas percussivas

2025

Descrição

Compositor: Vítor Rua e João Pedro Lourenço
Teatro musical multimédia/ópera percussiva
Data: 2025
Língua: Português
Duração: 60 minutos
Pequeno formato

Personagens

Voz
Narrador

Sinopse

Ressonâncias climáticas: A sinfonia das esferas percussivas ergue-se como uma cartografia sonora do mundo – uma ponte entre ciência e poesia, entre a pulsação interior dos seres vivos e os padrões invisíveis que regem o universo. Esta obra abre-se como um campo de vibrações, onde cada gesto percussivo não é apenas som, mas matéria palpável, lugar de encontro entre clima, corpo e cosmos.

Organizada em seis partes, a obra desdobra-se como um percurso sensorial que atravessa os elementos da natureza e as suas formas de ser: da serenidade ondulante dos mares à cadência das florestas, dos ventos erráticos às chamas que consomem e renovam, da cacofonia urbana às batidas infinitas do universo. Cada secção é, simultaneamente, uma paisagem acústica, um poema falado, um campo de imagens que convergem para uma mesma ideia: a existência é vibração constante, e tudo está ligado por uma teia de ressonâncias.

Nesta sinfonia percussiva, a percussão – comandada por João Pedro Lourenço – torna-se coração e pulmão do espaço musical. Cada instrumento é um corpo, cada golpe é uma chama, cada silêncio é uma tensão potencial. A narração de João Reis não descreve apenas o que se vê ou se ouve: ela projeta um plano reflexivo que liga microcosmo e macrocosmo, a trajetória de um animal e a rotação de galáxias.

O processamento granular em tempo real – habilmente integrado – altera e expande o gesto percussivo, estendendo cada som para além de si mesmo, como se as vibrações ecoassem no interior da própria matéria. O vídeo e a luminotecnia desenham um ambiente que oscila entre o íntimo e o universal: ondas oceânicas, florestas densas, tempestades urbanas, fogo primordial, e finalmente, a imensidão estrelada onde pulsa o «Pulsar das Estrelas».

Este teatro musical não é uma narrativa linear, mas um fluxo de estados – um organismo sonoro onde cada secção é metamorfose do ritmo, e onde a música e o mundo se reconhecem como partes inseparáveis de uma mesma sinfonia. Ao terminar, a obra deixa uma pergunta latente: se tudo vibra em ressonância, que som faz o gesto humano que escolhe transformar o planeta ou preservá-lo?

Instrumentação

Perc | Electr

Estreia

Data: 2025
Local: Festival SOXXI, Valência, Espanha
Elenco: Vítor Rua, João Pedro Lourenço e João Reis

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