Libretista: Rosário Costa e João Ricardo
Ópera de câmara
Data: 2024
Língua: Português
Duração: 20 minutos
Pequeno formato
Barítono
3 bailarinos
2 Vln | Vla | Vc
Partitura (excerto): Portal da Ópera Portuguesa
A micro e macroestrutura das cenas e os materiais e ideias musicais nelas contidas regem-se por codificações, sonificações e processos criptográficos, aplicados sobre dados relativos às vítimas, os seus nomes e datas de acusação, bem como os seus crimes, e outros detalhes relacionados ou relevantes aos seus casos específicos, entre frases e súplicas de defesa dos condenados como por exemplo «eu não disse que nossa senhora não é virgem», «eu não sei porque estou presa», «eu não guardo os sábados» ou «eu não tenho culpas por confessar».
Após um pequeno Prólogo, a primeira cena lida com os crimes de preposições heréticas, blasfémias e solicitação, sobre os acusados Alexandre Ferreira, Francisca Josefa Falcoa, João de Santa Teresa e Jerónimo do Espírito Santo. Na segunda cena, Constantina de Távora e Antónia Loba de Medanha são as acusadas de feitiçaria, superstição, fingimentos e enganos, e na última cena os acusados de judaísmo são Margarida Gomes, Guiomar Rodrigues, Isabel Barbosa, Ana Fragosa, Maria Fragosa, Pêro Fragoso, Catarina Gomes, Maria Carneira, Diogo Carneiro e Isabel Cardoso.
Dos seus nomes, crimes, moradas, datas de acusação, etc., foram também gerados materiais intrinsecamente musicais, tendo em conta, por exemplo, os números por si ou a quantidade de letras nas palavras ou sílabas. Estes, ao longo do trabalho de composição musical, foram aplicados na sua forma originalmente transcrita, mas também divididos, separados, aglomerados, sobrepostos, aumentados e/ou reduzidos, em diferentes secções e fragmentos das respetivas cenas.
Data: 2024
Local: Biblioteca de Marvila, Lisboa
Encomenda: Musicamera Produções
Encenação: Élio Correia
Elenco: Diogo Mendes, Carla Ribeiro, Daniel Marchão, Rui Miranda e Quarteto Lopes Graça