Libretista: José Júlio Lopes e Rosa Coutinho Cabral
Data: 2007
Língua: Português
Duração: 80 minutos
Pequeno formato
Walter Benjamin: tenor
Voz feminina: soprano
Voz masculina: barítono
A ópera W conta a história da fuga de Benjamin do nazismo. Benjamin desejava chegar a Lisboa para embarcar para os EUA (como outros intelectuais alemães famosos, como Hannah Arendt). Benjamin, porém, nunca chegou a Lisboa. Morreu em Portbou na fronteira de França com Espanha. A ópera começa de resto com Walter Benjamin (tenor) a sintetizar a sua história como a do homem que vai morrer em Portbou (como um herói trágico). Esteve quase a chegar a Lisboa. Quase a conseguir escapar à perseguição. Quase. A ópera é sobre este «quase». A travessia dos Pireneus a pé exigiu um enorme esforço físico a Benjamin (que padecia de uma doença cardíaca). Na fronteira com Espanha fica a saber que o seu nome figurava numa lista que a Gestapo fornecera à polícia espanhola. As suas expectativas de fugir para a América por Lisboa estão em risco. Na noite em que chega a Portbou, Benjamin morre no Hotel de Francia (por causas não esclarecidas).
A narrativa é pontuada com a leitura encenada de fragmentos da correspondência de Benjamin (com Gretel Adorno, Theodor Adorno, Max Horkheimer, etc.) e os diálogos são em torno das peripécias da viagem/fuga e expõem fragmentos de discussões sobre a sua filosofia e as teorias que o tornaram importante. A ópera termina com a alegoria do Anjo (da História) em cena: só com o toque das suas asas é que W.B. pode ser mencionado, nesta imagem escolhida, em que o perigo brilha porque nos toca…
Fl | Ob | Cl (Bcl) | Fg | Hn | Tpt | Tbn | 2 Perc | Pf | Vln | Vla | Vc | Cb | Electr
Data: 2007
Local: Culturgest – Fundação Caixa Geral de Depósitos, Lisboa
Encomenda: Culturgest – Fundação Caixa Geral de Depósitos
Encenação: José Júlio Lopes
Direcção musical: Tapio Tuomela
Elenco: Teresa Gardner, Rui Taveira, Jorge Martins, João Cabral, Marta BB e OrchestrUtopic