O Coliseu do Porto, situado na Rua Passos Manuel, no lugar do antigo Salão Jardim Passos Manuel, foi projectado em 1937, pouco antes da desactivação e demolição daqueloutro espaço, e a sua construção seria concluída já em 1941. A inauguração teve lugar a 19 de Dezembro desse ano, com um concerto da Orquestra Sinfónica Nacional, dirigida por Pedro de Freitas Branco, que contou ainda com a cantora Maria Amélia Duarte de Almeida e da pianista Helena de Sá e Costa. O novo espaço afirmou-se desde o início pela sua polivalência, que, apesar de privilegiar as grandes orquestras (incluindo de âmbito internacional), acolheu também espectáculos de ópera, dança, teatro de revista, cinema e circo, bem como, mais tarde, a música popular portuguesa, o pop-rock, o jazz e o blues¹.
Em 1995 surgiu um impasse quanto ao futuro do Coliseu do Porto, tendo sido gerada uma onda de solidariedade, juntando cidadãos anónimos, instituições e empresas privadas, que resultou na criação da Associação dos Amigos do Coliseu do Porto, a 17 de Novembro de 1995, que no ano seguinte adquiriu o espaço (escritura a 2 de Agosto de 1996). O incêndio ocorrido a 28 de Setembro de 1996 deixou danos significativos, e foi uma nova onda de solidariedade que tornou possível a reabilitação do edifício em poucos meses, reabrindo logo a 12 de Dezembro. Em 1997 foram levadas a cabo obras de requalificação e de modernização do equipamento, que reabriu no final de 1998 com a Carmen de Bizet, numa co-produção do Círculo Portuense de Ópera e da Orquestra Nacional de Porto. A partir de Abril de 2018, a instituição passou a designar-se Coliseu Porto Ageas, actuando em pareceria com o prestigiado grupo segurador².