Na segunda metade do século XVIII, o Porto foi a única cidade para além de Lisboa onde foram realizados espectáculos de ópera, mesmo que irregularmente. O Teatro do Corpo da Guarda, também conhecido como Teatro Público, um edifício que era propriedade do duque de Lafões, foi o espaço onde a partir de 1760 foi desenvolvida uma vida operática de uma certa intensidade, com a actividade de uma companhia de ópera italiana (a par de outra de teatro nacional) sujeita a um modelo produtivo sujeito à protecção do governador Almada e Melo, alcunhado de «Pombal do Norte»1.