Compositor, pianista, musicógrafo, divulgador, maestro, escritor, argumentista, realizador… António Victorino d’Almeida tem explorado diferentes formas de expressão ao longo de uma vida preenchida, em que também se incluiu o cargo de adido cultural.
A formação de António Victorino d’Almeida começou nas aulas particulares com Marina Dewander Gabriel a que se seguiu a passagem pelo Conservatório Nacional, onde concluiu o curso de piano, em 1959. Estudou piano com Campos Coelho, que lhe proporcionou sólidas bases¹, piano e composição com Artur Santos, e orquestração com Joly Braga Santos. A bolsa de estudos atribuída pelo Instituto de Alta Cultura permitiu-lhe prosseguir estudos em Viena, onde se matriculou na Academia de Música e Artes Dramáticas. Frequentou o curso de composição com Karl Schiske, que concluiu com distinção em 1966, e estudou piano com Wladislav Kedra e Dieter Weber. No regresso a Portugal, exerceu o cargo de crítico e cronista musical do Diário Popular para sustento financeiro. Uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para estudo de música electrónica levou-se a estabelecer-se, novamente, em Viena; viria a residir na Áustria alguns anos mais tarde, entre 1975 e 1981, desta vez no cargo de adido cultural. A participação no programa de televisão Zip-Zip, em 1969, como pianista e comentador, lançou uma carreira de divulgador musical que se expandiu nas décadas seguintes e tornou Victorino d’Almeida uma das personalidades do meio musical português mais reconhecidas pelo público. Participou em programas produzidos pela RTP e pela SIC, entre as décadas de 1970 e de 1990, entre os quais Histórias da Música, Temas e Variações, A Nota Sensível e Duetos Imprevistos. Expandiu, também, as suas qualidades de comunicador em apresentações e conferências a convite de diversas instituições².
Como pianista, Victorino d’Almeida percorreu palcos nacionais e internacionais, a solo e em conjunto, nomeadamente com o Trio Almeida-Pluhar-Marinoff, formado em 1983 com Erika Pluhar (voz) e Peter Marinoff (violino)³.
A extensa obra musical de Victorino d’Almeida reflecte o ecletismo do autor e abrange diversos meios e géneros orquestrais e de câmara, canções, suites e arranjos, música para teatro, cinema e televisão. A sua obra literária toca a ficção e a musicografia, incluindo títulos como Coca-Cola Killer, Tubarão 2000, Música e Variações e Grandes histórias da música, para além do registo mais autobiográfico, Ao princípio era eu, de 2010⁴.
Victorino d’Almeida mantém grande vitalidade como músico e comunicador e, nos anos mais recentes, contam-se a dinamização dos ciclos Concertos nas Freguesias, com Miguel Leite e a organização da Câmara Municipal de Valença (desde 2022), a apresentação como pianista, no acompanhamento de Nádia Sousa (voz), no Barcelos Fest Ensemble (2025), ou a participação como convidado nas jornadas «Música, Media e Públicos», realizado em Janeiro de 2026 na NOVA FCSH (Lisboa), entre outras actividades e homenagens.
5 S | 2 Mz | 2 A | 3 T | 5 Bar + Coro + Orquestra
2 S | Mz | 2 T | Bar/B + Coro + Tpt | PT Gtr | Acc | Pf
7 S | Mz | 5 T | 2 Bar | 3 B + 3 Solistas + Actor + Rec + Coro + Orquestra
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