Libretista: César Féreal
Libreto baseado na lenda popular de Santa Iria
Leggenda mistica/Drama lírico em 4 actos
Data: 1893
Língua: Italiano
Grande formato
Irene: soprano
Giulia: mezzo-soprano
Antonio: mezzo-soprano
Britaldo: tenor
Remigio: barítono
Castinaldo: baixo
Coro
A ópera Irene, de Alfredo Keil, inspira-se na lenda de Santa Iria e decorre em Nabância, num contexto marcado por tensões religiosas, paixões violentas e intrigas. Irene, jovem freira venerada pela sua pureza, desperta o amor obsessivo de Britaldo, capitão godo regressado vitorioso da guerra, bem como a paixão contida do monge Remígio. Britaldo mantém uma relação com Júlia, cortesã ambiciosa e vingativa, que cedo percebe a devoção que Irene suscita e decide destruí-la.
A intriga desenvolve-se através de acusações falsas, ciúmes e manipulações. Júlia engana Irene, levando-a a visitar Britaldo doente durante a noite, com o intuito de comprometer a sua reputação perante o povo. Paralelamente, Remígio oscila entre o desejo e o arrependimento, enquanto tenta afastar Britaldo de Irene. A situação agrava-se quando Júlia convence Britaldo de que Irene ama o monge, inflamando-lhe os ciúmes.
No desfecho trágico, Britaldo confronta Irene num local isolado e, perante a recusa desta em ceder às suas exigências, assassina-a. A ópera termina com a apoteose da heroína: Irene, símbolo de pureza e sacrifício, é elevada ao céu, enquanto a violência e a paixão desmedida conduzem os restantes personagens à ruína moral¹.
Fl (Picc) | Ob | 2 Cl | Fg | 2 Tpt | 2 Hn | Tbn | Perc | Vln | Vla | Vc | 2 Cb²
Partitura: Biblioteca Nacional de Portugal
A ópera Irene, cujo libreto se baseia na lenda de Santa Iria, foi pela primeira vez apresentada em 1893, no Teatro Régio de Turim. O sucesso desta estreia levou o Rei Humberto de Itália a condecorar o compositor Alfredo Keil. A obra foi publicada em Leipzig em 1894 e, um ano depois, foi apresentada ao público português no Teatro de São Carlos, em Lisboa³.
Data: 1893
Local: Teatro Regio Torino
Elenco: Luisa Gilboni, Erina Borlinetto, Ada Bortesi, Giuseppe Cremonini, Senatore Sparapani e Leopoldo Cromberg