Libretista: Giuseppe Caravita
Libreto baseado no de Antonio Sografi
Drama sério
Data: 1801
Língua: Italiano
Grande formato
Semiramide: soprano
Arsace: mezzo-soprano
Seleuco: tenor
Mitrane: tenor
Oroe: baixo
Azema: soprano
Coro
«Bem conhecidas são na Historia as empresas, as mudanças, e a terrível catástrofe da famosa Semirames, Rainha de Babilónia. Zesia de Gnido escreveu-lhe os fastos tão difusamente, que deo materia ao grande Voltaire para tecer a belíssima Tragedia, donde depois se tirarão muitos outros Dramas, e particularmente o presente, onde, bem como naquela, se vê Ninia, debaixo do nome de Arsace, e escolhido pela Mãe, que o não conhece, para Esposo. A sombra do Rei Nino, que pela mulher, e por Assur foi aleivosamente envenenado, aparece pedindo vingança; a qual se executa no fundo do Régio Mausóleo, onde por decreto do Fado tinha ido a delinquente, e desgraçada Rainha, e pela mesma mão de Arsece, que violentado pela sombra lhe ferio o peito, entendendo, que matava a Seleuco, descendente de Assur, e seu inimigo declarado.»¹
Fl | Ob | Cl | Fg | 2 Hn | Tpt | Timp | Vln \ Vla | Vc | Cb | Cemb
Partitura: Biblioteca da Ajuda
Marcos Portugal compôs La morte di Semiramide (A morte de Semiramide) por ocasião de um espetáculo a benefício de Angelica Catalani, em 1801. A obra estreou no Teatro de São Carlos, em Lisboa, a 23 de Dezembro, com Catalani no papel de Semiramide e Crescentini no de Arsace. Supõe-se que Catalani terá conservado uma cópia da partitura e que terá, a partir dela, promovido a apresentação da ópera fora de Portugal. As produções no King’s Theatre, em Londres, em 1806, no Crow Street Theatre, em Dublin, em 1808, e no Théâtre-Italien, em Paris, em 1817, contaram com a sua participação².
Data: 1801
Local: Teatro de São Carlos, Lisboa
Elenco: Angelica Catalani, Girolamo Crescentini, Vincenzo Praun, Domenico Neri, Filippo Senesi, Giuseppa Pellizzoni e Orquestra do Teatro de São Carlos
Partituras: Biblioteca da Ajuda