Libretista: Anónimo
Ópera cómica em 3 actos
Data: 1739
Língua: Italiano
Duração: 240 minutos
Pequeno formato
Spinalba: soprano
Dianora: alto
Elisa: mezzo-soprano
Vesperin: soprano
Ipolito: tenor
Leandro: tenor
Arsenio: baixo-barítono
Togno: barítono
Spinalba decide ausentar-se de casa durante quinze dias, disfarçada de homem, para poder seguir Ippolito, o amor que a rejeitara. A sua madrasta, Dianora, diz ao marido, Arsenio, que a enteada fora visitar a prima Elisa, mas o engano é cedo desmascarado e o pai de Spinalba sucumbe a sintomas de loucura que se vão agravando com o tempo.
Em paralelo, Elisa debate-se com uma nova paixão por Florindo (que é, na verdade, Spinalba disfarçada) e declara-se indiferente às lisonjas dos seus pretendentes, Ippolito e Leandro. Sob disfarce, Spinalba tenta convencer o seu amado de que Elisa não corresponderá ao seu afecto, mas Ippolito recusa-se a escutar. Este desafia Leandro para um duelo, mas Elisa intervém e consegue acalmar os dois candidatos ao seu amor.
No final, Dianora revela a Elisa a verdadeira identidade de Florindo, levando-a a reconsiderar os seus sentimentos por Leandro. O casal reconcilia-se e os criados Togno e Vespina, cujos conselhos e interferências influenciam o desenrolar da acção, descobrem também estar apaixonados. Spinalba despe o disfarce e regressa, por fim, para restituir a saúde ao pai e reconquistar o amor de Ippolito¹.
2 Ob | 2 Hn | Vln | Vla | Vc | Cb | Cemb
Partitura: Edição de Pierre Salzmann/Fundação Calouste Gulbenkian
Considerada a obra mais importante de Francisco António de Almeida a chegar aos nossos dias, La Spinalba recebeu a sua estreia moderna em 1965, no Teatro Nacional de São Carlos, em 1965, por ocasião do 9º Festival Gulbenkian². Foi, desde então, apresentada em Roma, Paris e Londres e, de novo em Portugal, no São Carlos e no Centro Cultural de Belém. A gravação da obra pela Orquestra de Câmara da Fundação Calouste Gulbenkian recebeu o Grand Prix da Académie National du Disque Lyrique³. Por seu turno, o compositor tem sido alvo de vários elogios: Mário de Sampaio Ribeiro comparou as melhores páginas de Francisco António de Almeida às melhores obras de Haendel e J.S. Bach; João de Freitas Branco escreveu que a sua obra está a par do que melhor se compunha na Europa do seu tempo, no que à ópera cómica diz respeito; e Manuel Carlos de Brito classificou La Spinalba como uma das obras-primas do nosso século XVIII⁴.
Data: Carnaval de 1739
Local: Palácio da Ribeira, Lisboa